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Fique de olho
Publicado em 9/9/2014 10:38:43

30 HORAS

Eminente aprovação do PL 30 horas

A redução da jornada semanal máxima para 30 horas, sem redução de salários, é uma reivindicação da categoria de psicólogas/os há vários anos. Outras categorias profissionais e movimentos de trabalhadoras e trabalhadoras já tiveram, e conseguiram, ou tem pautas que tratam da redução da jornada. O Projeto de Lei 3.338/2008 foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, em caráter terminativo, está aguardando prazo regimental para apresentação de recursos de parlamentares para passar em Plenária e, caso não haja apresentação de recurso, será imediatamente enviado para apreciação da Presidenta da República, para sanção ou veto.

A redução da jornada apresenta-se como medida para contribuir na saúde da trabalhadora e do trabalhador, mas também proporciona que atores do mundo do trabalho tenham de rediscutir as formas, as condições, as relações e as dinâmicas de trabalho. Esta roda de conversa e ato de apoio à aprovação do PL 30 horas para psicólogas/os pretende reunir profissionais de psicologia, sindicato, conselho, outras entidades de trabalhadores, movimentos sociais e outros apoiadores para declarar, mostrar seus cartazes, combinar mais ações e demonstrar a importância dessa aprovação, além de aprofundar as possibilidades de avanços consequentes para o trabalho e a sociedade.

Conheça o Histórico das reuniões e todo seu progresso.

2014
Julho: Aprovado Parecer na CCJC por unanimidade e aberto prazo para recurso (5 sessões ordinárias)

2013
Julho/Agosto: Parecer da CFT afirma a não implicação da matéria com aumento ou diminuição da receita ou despesa pública. Aprovado por unanimidade.
Setembro: Parecer da CCJC solicita a retirada do PL da pauta, a pedido da FENAPSI e SINPSI/SP após avaliação do cenário político (veto ao PL dos Fonoaudiólogos)

2012
Março: Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) solicita a realização de Audiência Pública Julho/Agosto: Parecer da CSSF aprovado por unanimidade.
PL é encaminhado para a CTASP Setembro/Outubro: Parecer favorável da CTASP aprovado por unanimidade Novembro: Comissão de Finanças e Tributação (CFT) recebe o PL.

2011
1º Semestre: FENAPSI e SINPSI/SP articulam resgate do PLC, alterações necessárias e audiência pública Agosto: Audiência Pública com participação de FENAPSI, SINPSI/SP, CFP e Fonoaudiólogos. Apresentação de Substitutivo com alteração da jornada para 30 horas semanais, sem redução de salário
Setembro: Senado aprova Substitutivo e devolve o PL à Câmara dos Deputados

2010
Negociações da Federação Nacional dos Psicólogos (FENAPSI) para resgate do PLC

2009
Março: CCJC designa Relator Abril/Maio: Relator apresenta Parecer; aprovado por unanimidade Julho: CCJC aprova redação final por unanimidade e o PL é encaminhado ao Senado, onde tramita como PLC nº 150/09, iniciando pela Comissão de Assuntos Sociais

2008
Abril: Apresentado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 3338/08, que fixa a carga horária dos Psicólogos em 24 horas semanais Maio: PL encaminhado às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Apresentadas 4 emendas na CTASP.
Outubro: CTASP aprecia as emendas e apresenta Substitutivo ao PL
Outubro/ Dezembro: CTASP aprova por unanimidade o Parecer


Conheça as 30 razões que motivam a luta do CRP SP pela 30h já psicologia.

O Projeto de Lei nº 3338, apresentado no ano de 2008 com articulação da FENAPSI (Federação Nacional dos Psicólogos), prevê a redução da carga horária de trabalho semanal das (os) psicólogas (os). Respeitando as deliberações do VIII CNP (Congresso Nacional de Psicologia), o CRP SP, entidades sindicais e os demais CRPs que assinam este documento, apoiam essa luta sindical da categoria e apresentam 30 Razões para a redução da carga horária da (o) psicóloga (o), as quais revelam um compromisso com uma profissão capaz de responder com qualidade às necessidades da população brasileira:

1. Para promover a saúde das (os) psicólogas (os), contribuindo para evitar afastamentos e adoecimentos;

2. Para dar continuidade à luta que levamos desde 1996, quando da aprovação da NOB-RH-SUS, que previa a jornada de trabalho máxima de 30 horas sem redução de salários e bancos de horas para todos os profissionais da saúde;

3. Para promover a equidade nos cargos da política da assistência social, já prevista nos princípios do PCCS na NOB-RH/SUAS, de 2006;

4. Para redução da exposição dos profissionais a situação de estresse permanente;

5. Para melhorar as condições dos profissionais no acolhimento ao sofrimento dos usuários dos nossos serviços;

6. Para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores da saúde, da educação, da assistência social e de várias outras áreas em que as (os) psicólogas (os) trabalham em equipes multiprofissionais;

7. Para avançar as pautas de redução, equidade e isonomia nas várias áreas nas quais psicólogas e psicólogos atuam;

8. Para avançar mais um passo na defesa da redução geral da jornada de trabalho para todos os trabalhadores;

9. Para promover a reorganização das jornadas de trabalho, não só em função da quantidade de tempo trabalhado, mas da qualidade do serviço oferecido;

10. Para estimular a combinação de jornadas que podem garantir maior tempo de funcionamento do serviço e diversificação de horários de atendimento, propiciando atendimento a públicos que só teriam acesso aos serviços em horários diferentes dos convencionais;

11. Para reduzir a concentração de fluxos de trabalhadores nos mesmos horários convencionais de entradas e saídas dos serviços;

12. Para permitir opções de atividades de atualização profissional em horários compatíveis com a atuação no serviço;

13. Para promover maior intercâmbio entre atividades de prestação de serviço e produção de conhecimento na Academia e na pesquisa;

14. Para contribuir com mais tempo para atividades de lazer, cultura e esporte e cuidados pessoais e familiares;

15. Para permitir maior participação em atividades comunitárias e públicas enquanto cidadão e na melhoria dos serviços prestados e o funcionamento das instituições em que atuam;

16. Para incentivar a discussão sobre o investimento em recursos humanos como a força de trabalho mais importante em qualquer setor de trabalho;

17. Para contribuir com carreiras e vidas profissionais mais longas;

18. Para contribuir com a ocupação de vagas de trabalho formais;

19. Para estimular a contratação de mais profissionais de psicologia e atender a demandas sociais represadas;

20. Para reduzir a rotatividade dos postos de trabalho;

21. Para estimular trabalhadores a se organizarem contra o trabalho precário e descaracterizado;

22. Para estimular trabalhadores a se organizarem e defenderem melhores condições de trabalho profissionalizado;

23. Para reduzir o poder do capital sobre o trabalho e o trabalhador;

24. Para valorizar como o trabalho é feito, e não só seus resultados numéricos;

25. Para se discutir o tamanho do orçamento público e como ele é investido para a prestação de serviços à população, que comumente se concentra em equipamentos e instalações, e não nas pessoas que trabalham para isso funcionar;

26. Para dar efetividade a uma pauta histórica da categoria;

27. Para contemplar e garantir as jornadas setoriais já estabelecidas e negociadas em diversas áreas da administração pública e privada;

28. Para contemplar o processo de mudança do perfil da categoria que tem se tornado cada vez mais trabalhadores assalariados e menos profissionais liberais;

29. Para conciliar a vida profissional com as responsabilidades familiares;

30. Para ser mais um estímulo à categoria de psicólogas e psicólogos a se compromissarem com a construção do bem comum.


Vídeo

Veja como foi o evento Psicologia, condições de trabalho e jornada de 30 horas - Mobilização para o PL 30 horas: Roda de conversa com FENAPSI, CRP SP e SinPsi, evento realizado no dia 20 de agosto de 2014, na sede do CRP SP em São Paulo.



Campanha: #30horasjápsicologia