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Fique de olho
Publicado em 30/7/2014 16:00:12

CRIANÇA E ADOLESCENTE

O CRP SP parabeniza a prefeitura por criar restrições na medicalização de crianças "consideradas" hiperativas

Entende-se por medicalização o processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Problemas de diferentes ordens são apresentados como "doenças", "transtornos", "distúrbios" que escamoteiam as grandes questões políticas, sociais, culturais, afetivas que afligem a vida das pessoas. Porém, o diagnóstico deve levar em conta a família, a escola, o ambiente em que a criança está inserida e os profissionais da saúde. Não somente num conjunto de sinais e sintomas.

A aprendizagem e os modos de ser e agir - campos de grande complexidade e diversidade - têm sido alvos preferenciais da medicalização. Cabe destacar que, historicamente, é a partir de insatisfações e questionamentos que se constituem possibilidades de mudança nas formas de ordenação social e de superação de preconceitos e desigualdades.

A medicalização controla e submete pessoas, abafando questionamentos e desconfortos; cumpre papel perverso de ocultar violências físicas e psicológicas, transformando essas pessoas em "portadores de distúrbios de comportamento e de aprendizagem".

Portanto é de suma importância a participação da família e sobre tudo da escola para que as crianças não sejam vítimas do consumo excessivo de remédios, pois através do levantamento de dúvidas e queixas é que conseguimos mobilizar a sociedade para a crítica à medicalização da aprendizagem e do comportamento.