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Fique de olho
Publicado em 7/8/2013 15:03:37

ATO MÉDICO

Profissionais da saúde se unem para defender vetos presidenciais ao PL

As palavras de ordem "Congresso, presta atenção! Manter o veto é saúde pra nação" e "Dilma vetou, a saúde gostou" deram o tom da manifestação que reuniu mais de mil pessoas nesta terça-feira, 6 de agosto, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Profissionais de 13 áreas da saúde, usuários (as) e estudantes solicitam aos parlamentares a manutenção do veto à Lei 12.842/2013, que regulamenta a atividade médica no País, conhecida por Ato Médico. A Psicologia paulista esteve presente no Ato.

O grupo se concentrou em frente à Biblioteca Nacional e fez uma caminhada rumo ao Congresso Nacional portando faixas e cartazes em defesa dos vetos presidenciais ao Ato Médico. "Juntas, as profissões têm força e podem conseguir a manutenção e um direito que é de todas (os) profissionais e da sociedade", alegavam os manifestantes.

O conselheiro do CFP, Celso Tondin, ressaltou que os vetos presidenciais demonstram que nunca houve consenso entre os (as) profissionais da saúde. "O Congresso precisa rever sua posição e manter o veto. Trata-se de uma forma de garantir a integralidade da atenção à saúde", defendeu.

A coordenadora do Fórum das Entidades Nacionais dos Trabalhadores da área da Saúde (Fentas), Eurídice Ferreira, ressaltou a importância da unidade das profissões de saúde nesta luta. "A manutenção dos vetos congregou todas as profissões de saúde sob a cobertura do Fentas. Temos pessoas do país inteiro pedindo que o Congresso faça seu exercício e mantenha o que o povo está pedindo: uma saúde de qualidade", frisou.

Eurídice lembrou, ainda, que as outras profissões não estão contra os médicos, mas que também são profissionais de saúde e merecem ter seu espaço conquistado. "A luta é em favor da saúde pública, para que possamos chegar ao objetivo da saúde preventiva. Sabemos que o trabalho no SUS é multiprofissional", enfatizou.

O integrante da Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia (Conep), Thiago Ribeiro, afirmou que os vetos demonstram a importância do movimento, e destacou que a luta não pode parar. "Temos que continuar fortalecendo o movimento, pois queríamos o veto completo do PL, e agora temos que buscar o resgate possível dos retrocessos na área da Saúde", considerou.

Ao final da manifestação as entidades presentes convidaram os (as) participantes a participar de uma vigília em frente ao Congresso Nacional, no dia 20, data em que o Ato Médico pode ser votado. Na ocasião, todos (as) devem vestir roupas brancas e pretas: cores da luta e da saúde.

Os profissionais da saúde também chamaram todas (os) a formarem grupos e parcerias para ocupar gabinetes dos parlamentares e exigir que mantenham o veto ao Ato Médico.

Manifeste-se pela internet

Além da presença nas ruas, também é possível manifestar apoio aos vetos presidenciais pela internet. Foram organizadas duas formas de contribuição com objetivo de dar força e voz ao movimento, um manifesto e uma petição pública.

O manifesto é enviado aos parlamentares e frisam a defesa aos vetos presidenciais, que já conta com aproximadamente 4,8 mil assinaturas. Para enviar, clique aqui.

Há também a petição pública 100 mil pela saúde - abaixo-assinado pela manutenção do veto parcial da presidenta Dilma Rousseff ao PL do Ato Médico, para o Congresso Nacional. Mais de 15 mil pessoas assinaram. A meta é chegar a 100 mil adesões. Assine você também.
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?page=1&sr=1&pi=P2013N42534