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Fique de olho
Publicado em 27/6/2013 12:15:56

ATO MÉDICO

Em conjunto com outras entidades, CRP SP promove manifestação na capital paulista

A manhã desta quinta feira, 27 de junho, está sendo marcada pela realização de manifestações contra o PL do Ato Médico em diversas localidades do país. Na capital paulista, o CRP SP, em conjunto com o SinPsi, a ABEP (Associação Brasileira de Ensino de Psicologia), o COREP SP (Conselho Regional dos Estudantes de Psicologia) e a CONEP (Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia) organizou um protesto, onde reivindicou que a presidenta Dilma Rousseff vete o PL, previsto para ser apreciado por ela ainda nesta quinta.

Estavam presentes no ato representantes de outros conselhos da área da saúde, como enfermagem, fisioterapia e terapia ocupacional. Juntos, panfletaram materiais que informaram a população sobre o que mudará se o Ato Médico for aprovado, além de utilizar falas no microfone para conscientizar as pessoas que passavam pela Avenida Paulista. "Não é possível pensar em saúde mental sem que haja um trabalho em equipe. Da mesma forma que a atenção básica em saúde também deve ser multiprofissional. Por isso o Ato Médico é tão danoso, pois contraria o princípio integralista do SUS", afirmou a Conselheira do CRP SP Carla Biancha Angelucci.

Na versão do projeto aprovado, o diagnóstico nosológico, processo que verifica e caracteriza as doenças que acometem determinado sujeito e a prescrição terapêutica, que indica quais são os métodos e estratégias a serem utilizados no tratamento, devem ser apenas realizados por médicos (as). Atualmente, são reconhecidas 14 profissões da área da Saúde, sendo que apenas aos (as) médicos (as) caberia o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica. Um exemplo da ingerência que isso representa é que situações relativas à saúde mental seriam diagnosticadas apenas por médicos (as), bem como as condutas seriam elaboradas apenas por eles (as).

O presidente do SinPsi, Rogério Gianinni destacou a importância da articulação entre todos os conselhos das profissões afetadas. "Essa união é fundamental para defendermos a saúde pública, principalmente nas periferias do país". A previsão é que Dilma Rousseff aprecie o projeto ainda nesta quinta. "Para o bem de toda a sociedade, a Presidenta precisa vetar o ato médico", afirmou Maria de Fátima Nassif, presidenta do CRP SP, durante a manifestação.


Confira abaixo imagens da mobilização: