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Fique de olho
Publicado em 12/3/2012 13:50:15

LUTA ANTIMANICOMIAL

Mobilização em SP exige criação de Frente Parlamentar sobre o tema

Em conjunto com as mobilizações pela igualdade de gênero, a Frente Estadual da Luta Antimanicomial organizou, em 8 de março, o Ocupe a Alesp - Por uma Frente Parlamentar Antimanicomial. Mais de 350 pessoas entre usuários, familiares, gestores, integrantes de entidades, associações, fóruns, redes e movimentos sociais, lotaram o Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo. O CRP SP também esteve presente na mobilização.


A diversidade das pessoas presentes no ato comprovou a importância dessa pauta na sociedade brasileira. Deputados estaduais também participaram. "Lutamos pela dignidade no atendimento no Sistema de Saúde para que as pessoas com transtornos mentais e emocionais sejam atendidas de uma forma humana, solidária e com respeito à sua cidadania", argumentou o deputado Carlos Giannazi, que se comprometeu a empenhar-se em criar na ALESP uma Frente Parlamentar Antimanicomial, com o apoio de outros deputados e dos ativistas que defendem a proposta.



"Temos somente 21 Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) na cidade inteira para atender quem faz uso abusivo de álcool e drogas, o que representa a metade do que preconiza a Organização Mundial da Saúde para uma população de mais de 10 milhões de pessoas. Além disso, não há nenhum leito público de desintoxicação para atendimento deste paciente", revelou Rafael Marmo, psicólogo, ex-diretor do CAPS de Santo Amaro, sanitarista e ativista dos movimentos populares de Saúde e Educação.

A mobilização fez com que diversos deputados estaduais assumissem o compromisso de instalar a Frente Parlamentar Antimanicomial, que tem como principais desafios:

* Ser o contraponto as diversas iniciativas legislativas voltadas a fortalecer as práticas de internação compulsória, de financiamento público das comunidades terapêuticas, de higienismo social e de ataque as conquistas da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, tão em voga no estado de São Paulo e em cidades como São Paulo e Sorocaba;

* Apresentar Projetos de Lei e realização de atividades públicas para fortalecer e ampliar os equipamentos públicos de saúde mental voltados ao tratamento sem segregação e a promoção de uma Política de álcool e outras drogas pública e não segregativa, fortalecendo o Sistema Único de Saúde e a Lei 10.216 (Reforma Psiquiátrica).

Veja mais fotos da mobilização:
http://www.flickr.com/photos/saudeecosol/6966916501/in/set-72157629546727947/