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Fique de olho
Publicado em 24/10/2011 17:35:41

MOBILIZAÇÂO

Ato Público protesta contra privatização do CAISM

Funcionários e usuários do CAISM (Centro de Atendimento Integral de Saúde Mental) Água Funda Dr. David Capistrano Água Funda, em SP, organizaram ato público em 26 de outubro para protestar contra a ameaça de privatização da instituição, pelo governo estadual, que pretende transformá-lo em uma Organização Social (OS). Cerca de 250 pessoas participaram da mobilização. O CRP SP apóia essa iniciativa de defesa do CAISM Água Funda, referência no tratamento humanizado da saúde mental na Grande São Paulo.

O Governo Alckmin pretende ainda converter o CAISM Água Funda, uma unidade que abrange atendimento de Hospital Dia, CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), residência terapêutica e leitos para internação de diferentes transtornos mentais associados (e não apenas álcool e drogas), em um centro de internação apenas de dependência química. "A pretensão é extinguir um serviço de excelência e saúde mental, que segue estritamente a política de reforma psiquiátrica da Lei Paulo Delgado 10. 216", afirma em manifesto os funcionários da unidade.

Por isso, funcionários e usuários do CAISM Água Funda estão mobilizados para defender que esse serviço público de qualidade siga sendo oferecido à população. O ato realizado em 26 de outubro reuniu entidades como CONEP (Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia), Conselho Municipal de Saúde, entre outros. Na Assembléia realizada foi discutido o envio de um ofício para o governo solicitando a abertura de uma negociação oficial. Segundo Paulo Spina, funcionário do CAISM Água Funda e integrante do Fórum Popular de Saúde, há denúncia no Ministério Público, além da organização de uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa de SP. Um novo ato público está marcado para 1º de novembro, às 10h, na Secretaria Estadual de Saúde, que se localiza na Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar (próximo ao Hospital das Clínicas em SP).

DIGNIDADE À SAÚDE MENTAL

SOMOS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO ÁGUA FUNDA


Somos trabalhadores do CAISM da Água Funda, somos trabalhadores do SUS, da saúde mental e há anos lutamos para efetivar as conquistas da reforma sanitária e da reforma psiquiátrica. Falamos também por milhares de usuários que já atendemos e por toda uma história de respeito à dignidade da pessoa em sofrimento psíquico. Falamos também pelos movimentos sociais e por todos que defendem os direitos humanos e são contra políticas de higienização social como a internação compulsória.

Aqui neste Centro de Saúde Mental - CAISM da Água Funda - Dr. David Capistrano da Costa Filho, o melhor do Brasil - avaliado pelo Ministério da Saúde - está em vias de acontecer um grande ataque à saúde das pessoas, ao serviço e á política de saúde mental, aos trabalhadores e aos usuários do SUS e familiares.

Articulado pelo defensor do "manicômio álcool e drogas" Ronaldo Laranjeira e pelo "privatizador" Alckmin está acontecendo a "venda" do CAISM Água Funda através da privatização, via o modelo de Organização Social (OSS), para uma possível administração de Laranjeira e sua entidade. Vão transformar um Centro de excelência em saúde mental em um centro de internação de álcool e drogas para atender as demandas de uma "higienização social" absurda que querem promover com a chegada de grandes eventos. Vão acabar com serviços e dizer que estão criando serviços.

Somos contra qualquer forma de privatização. Acreditamos que para a implantação de um novo serviço que sabemos ser necessário que é o atendimento ao usuário de álcool e drogas , um serviço de qualidade reconhecida não precisa deixar de existir, serviço este com qualidade e reconhecido em avaliação do PNASH (Programa de Nacional de Avaliação de Serviços Hospitalares).

A pretensão é extinguir um serviço de excelência e modelo em saúde mental que segue estritamente a política da reforma psiquiátrica da Lei Paulo Delgado, com serviços como CAPS/NAC 125 pacientes, 40 pacientes em residência terapêutica, internação de psicóticos agudos e reagudizados com 52 leitos, e dependência química com ou sem comorbidade (27 leitos) que vão ser "depositados" em qualquer lugar.- um programa que é o único serviço do estado que atende comorbidade em saúde mental e dependência química, com profissionais qualificados e com atendimento inteiramente humanizado dialogando com as diversas redes do território).

NOSSA PERGUNTA É PARA ONDE E COMO SERÁ FEITA A TRANSIÇÃO DESSA POPULAÇÃO?

Os trabalhadores e usuários estão indignados e assim como os diversos movimentos internacionais, dos indignados da Espanha, dos estudantes do Chile, do ocupe Walt Street dos Estados Unidos, nós vamos lutar pelo que acreditamos, pelo nosso trabalho e pela nossa história. Fazendo a luta política, jurídica e principalmente fazendo a luta nas ruas.

Em defesa da reforma sanitária e da reforma psiquiátrica:

SOMOS CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA SAÚDE
SOMOS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO ÁGUA FUNDA
SOMOS CONTRA O "DESPEJO" E A DESASSISTÊNCIA EM SAÚDE PROMOVIDA POR ESTA POLÍTICA

Comissão de Mobilização em Defesa do CAISM da Água Funda"