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Fique de olho
Publicado em 30/9/2010 09:40:32

POSSE GESTÃO 2010-2013

No dia 25 de setembro, sábado, foram empossados os novos conselheiros efetivos e suplentes do XIII Plenário do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, escolhidos durante o pleito eleitoral realizado no dia 27 de agosto de 2010. A solenidade, na sede do CRP SP, contou com a presença de conselheiros da gestão passada, representantes de entidades ligadas à Psicologia, de conselhos profissionais e de funcionários do Conselho, entre outros convidados.
A nova configuração do CRP para ao triênio 2010-2013 ficou assim estabelecida:

Membros Efetivos:
Carla Biancha Angelucci - Conselheira Presidente
Maria de Fátima Nassif - Conselheira Vice-presidente
Mariângela Aoki - Conselheira Secretária
Fernanda Bastos Lavarello - Conselheira Tesoureira

Ana Ferri de Barros
Carolina Helena Almeida de Moraes Sombini
Fabio Souza Santos
Gabriela Gramkow
Graça Maria de Carvalho Câmara
Janaína Leslão Garcia
Joari Aparecido Soares de Carvalho
Leandro Gabarra
Maria Orlene Daré Vargas
Patrícia Unger Raphael Bataglia
Teresa Cristina Lara de Moraes

Membros Suplentes:
Alacir Villa Valle Cruces
Cássio Rogério Dias Lemos Figueiredo
José Ricardo Portela
Leonardo Lopes da Silva
Lilihan Martins da Silva
Luis Fernando de Oliveira Saraiva
Luiz Eduardo Valiengo Berni
Luiz Tadeu Pessutto
Makilim Nunes Baptista
Marília Capponi
Marly Fernandes dos Santos
Rita de Cássia Oliveira Assunção
Roberta Freitas Lemos
Rosana Cathya Ragazzoni Mangini
Teresa Cristina Endo.


Carla Biancha Angelucci, conselheira presidente eleita para a gestão 2010-1013

Acompanhe agora os discursos proferidas por Marilene Proença Rebello de Souza e de Carla Biancha Angelucci, durante a cerimônia de posse. Ambas estavam  acompanhadas, na mesa diretora, por André Leonardi, representando o Conselho Federal de Psicologia:

"É com grande satisfação que estamos aqui nesta tarde do dia 25 de setembro de 2010 para realizar a Cerimônia de Posse do XIII Plenário do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo para o triênio 2010-2013 que estará sob a Presidência da Dra. Carla Biancha Angelucci.
O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo recebe, a partir de hoje, 30 novos conselheiros que durante três anos estarão à frente do planejamento e das ações a serem  implementadas no campo da profissão, no Estado de São Paulo.
Este Conselho, por ser aquele que congrega o maior número de psicólogos do país, atualmente em torno de 69.000 profissionais, tem a grande responsabilidade de atuar em muitas frentes, discutindo e agindo em diversas demandas que comparecem no Estado de São Paulo em número sempre desproporcional aos olhos de outros Estados, e, muitas vezes, antecipando temas, polêmicas e desafios que comparecerão no cenário nacional. É em São Paulo que questões se apresentam, muitas vezes em primeiro lugar, exigindo dos conselheiros o aprofundamento necessário para analisar as demandas e discernimento político para sugerir rumos, dar respostas e ampliar discussões nacionalmente.

O trabalho realizado pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo constitui e expressa a articulação política de um significativo grupo de psicólogos brasileiros que decidiu, em certo momento da trajetória da profissão, priorizar o compromisso social e "cuidar da profissão". Para tanto, defende que a prática psicológica esteja alicerçada no terreno das demandas e necessidades da realidade social, econômica e política do país e ancorada na constituição de políticas públicas e sociais dentro dos princípios da ética, dos direitos humanos e dos avanços do conhecimento psicológico. "Cuidar da Profissão" significa, dentre outras coisas, assumir compromissos com a população que recebe os serviços psicológicos nas suas diversas modalidades, comprometer-se com políticas sociais que avançam na direção de uma sociedade para todos e compartilhar com os mais amplos segmentos sociais de um projeto nacional de construção do estado brasileiro nos rumos da democracia e da diminuição da desigualdade social e do sofrimento humano. 
E foi com essa clareza política e social que durante os três anos em que fui conduzida à Presidência do XII Plenário do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo que procuramos realizar essa desafiadora tarefa. Embora trazendo minha experiência docente no âmbito da Universidade de São Paulo e da rede pública estadual paulista e uma trajetória de militância no campo da educação pública desde os anos 1970, considero que estar à frente de um Conselho Regional com tais compromissos trouxe novos e importantes desafios que fizeram com que hoje eu me veja como uma pessoa mais humanizada. Esses três anos de convívio permitiram enormes aprendizados propiciados pelos debates e conflitos, pelos momentos de generosidade e de militância dos companheiros conselheiros, propiciando encontros das mais diversas naturezas que marcaram profundamente minha vida e com certeza a de todos os compuseram esse Plenário. Hoje, saímos desses três anos de convivência muito diferentes, saímos renovados. Conhecemos melhor a nossa profissão, as necessidades de uma atuação em uma perspectiva crítica e os embates que ainda precisamos realizar para a melhoria da qualidade de vida e das políticas sociais. Tenho muitos novos amigos a partir dessa trajetória.

A intensidade das ações, das disputas de ideias e das demandas mobilizou, em cada um de nós, o que temos de melhor, de maneira que pudemos nos colocar a serviço das causas que abraçamos nesses três intensos anos de trabalho conjunto, permitindo um grande exercício de tolerância, democracia, coletividade, disputa de ideias e escuta... E como é difícil exercitar valores e atitudes que tão facilmente nomeamos em nossos documentos e proposituras... Dentre várias características desse grupo, uma delas eu gostaria de destacar e fazer uma homenagem especial pela generosidade em ter atendido ao nosso convite e estar conosco compondo este grupo: tivemos a satisfação de contar em nosso Plenário com a Conselheira CRP 50, Maria de Lima Salum e Morais, a quem gostaria de pedir uma salva de palmas... Junto com pessoas de grande experiência, compusemos com jovens conselheiros que trouxeram o vigor das novas áreas, questões, propostas... Essa é a diversidade da Psicologia, nas suas várias gerações, na sua rápida expansão, constituindo um mosaico fundamental de perspectivas, visões de mundo, criações...
Durante estes três anos, realizamos muitas ações em várias frentes neste Regional e participamos de muitas ações unificadas nacionalmente. Para sintetizar parte dessas ações, constituímos uma brochura que está sendo distribuída hoje e que organiza o trabalho realizado por este XII Plenário do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.

As bases de nossas ações centram-se nas deliberações do VI Congresso Nacional de Psicologia e na plataforma política que defendemos na ocasião as eleições de 27 de agosto de 2007. Para tanto, essa gestão defendeu como desafios:
1.           Aperfeiçoar o processo de democratização do CRP SP junto à categoria em seu caráter participativo e representativo;
2. Aprimorar a comunicação com a sociedade e com o psicólogo, criar e ocupar novos espaços de interlocução da Psicologia com a população;
3. Contribuir na construção e fortalecimento e garantia de políticas orientadas pelos Direitos Humanos e o Compromisso Social;
4. Contribuir para a melhoria do exercício profissional do psicólogo, estimular o compromisso ético e político no exercício da Psicologia e favorecer o protagonismo e a consciência crítica do psicólogo.
Desses princípios, derivaram centenas de ações e de propostas que foram realizadas em todo o Estado de São Paulo, tanto na sede, como nas oito subsedes do Interior: Assis, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Baixada Santista e Vale do Ribeira, Campinas, Bauru, Grande ABC, Taubaté e Litoral Norte.

Algumas dessas ações não poderiam deixar de ser destacadas. Com o objetivo de aperfeiçoar a constituição de espaços democráticos e participativos no Sistema Conselhos e na gestão do CRP, tivemos: a realização do VII Congresso Nacional de Psicologia; interiorização das ações por meio da inauguração da Subsede de Sorocaba, contando com a organização de aproximadamente 3 mil psicólogos da região, de 79 municípios paulistas; criação de sistema de oitivas dos processos éticos nas regiões de Campinas e Bauru; transmissão online da Assembleia Orçamentária do CRP para todas as subsedes do Interior e a realização de 15 encontros do Fórum de Gestores e Encontro Sede e Subsedes. Inserção de GTs de Sexualidade e Gênero, Assistência Social, Sistema Prisional, Comissão de Acompanhamento de Processos Legislativos, GT dos Povos Indígenas, GT Regionalização,dentre outros.

Visando o aprimoramento da comunicação e o compromisso com a história e com a Psicologia que queremos:  Implantamos a WEB-TV CRP;  novo portal na internet; criação do Boletim CRP SP para todos os psicólogos cadastrados com notícias quinzenais; criamos um novo formato ao Jornal Psi; inserimos a linguagem de Libras no Programa de TV Diversidade; ampliamos o atendimento à imprensa; realizamos mensalmente o Videoclube e no dia 17 de setembro realizamos um antigo sonho do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, ao inaugurarmos o Cedoc - Centro de Documentação do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, na Rua Oscar Freire, 1800. O Cedoc se constitui no espaço do registro físico e virtual da Memória da Psicologia Paulista, ampliando assim, o Projeto Memória da Psicologia Paulista que teve início em 1999 e que continuou também nessa gestão com a produção dos Vídeos sobre a Memória da Psicologia Paulista: Psicologia Escolar e Educacional e Psicologia Social e do Trabalho.  E, mais recentemente, a realização de um vídeo institucional utilizado na entrega das novas carteiras profissionais e para eventos institucionais.
Atividades comemorativas do Dia do Psicólogo, 27 de agosto a sessão de filmes comentados, em 2008, no Reserva Cultural em São Paulo e apresentações na Grande São Paulo e no Interior, participações na TV Minuto do Metrô de São Paulo, outdoors no interior e as eleições em 2010, lançamentos do livro Psicologia e Povos Indígenas.

Realizamos quatro mostras estaduais: III Mostra de Práticas de Psicologia em Educação e VI Encontro de Psicólogos da Área da Educação, I Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia - Prêmio Madre Cristina e a I Mostra Estadual de Práticas da Psicologia na Área da Infância e Adolescência, comemorando os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente e a I Mostra de Práticas em Psicologia no Sistema Prisional e I Seminário sobre Saúde Mental no Sistema Prisional.  E participamos na Comissão Organizadora o III Congresso Brasileiro Psicologia Ciência e Profissão em setembro p.p.

Celebramos os 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos por meio da publicação de livreto com os termos da Declaração distribuídos a todos os psicólogos paulistas e contamos com a presença do Ministro Paulo Vannuchi da Subsecretaria de Direitos Humanos. Realizamos homenagem às psicólogas Aurora Furtado e Yara Iavelberg mortas na ditadura militar. Exposições sobre Saúde Mental no metrô de São Paulo, na CPTM e do V Prêmio Artur Bispo do Rosário. Comemorações do 18 de Maio Dia da Luta Antimanicomial, do dia Contra a Violência Sexual de Crianças e Adolescentes. Participamos da criação do Dia Nacional da Educação Inclusiva/Dia da Educação Inclusiva no Município de São Paulo, por iniciativa da Câmara Municipal de São Paulo.
Participamos ativamente de dois anos Temáticos: da Educação e da Psicoterapia em todas as suas etapas: planejamento, constituição de documentos de orientação da discussão em âmbito nacional, das etapas regionais e estadual e do Seminário Nacional.
Também nos fizemos presentes, ativamente, em várias Conferências Nacionais, inserindo-nos nas etapas municipal e estadual, tais como Conferência Nacional de Educação - Conae 2010, I Conferência Nacional de Comunicação, IV Conferência Nacional de Saúde Mental; I Conferência Nacional GLBT;       11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos; I Conferência Nacional de Segurança Pública; VII Conferência Nacional de Assistência Social; I Conferência Nacional de Saúde Ambiental; I Conferência Nacional de Defesa civil e Assistência Humanitária; VIII Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Participamos, ainda, da Conferência que elaborou o Plano Municipal de Educação da Cidade de São Paulo. 
No campo das políticas públicas e Psicologia, o Centro de Referência em Psicologia e Políticas Públicas realizou o georreferenciamento sobre as áreas de atuação do psicólogo: Educação inclusiva; Liberdade assistida; Atenção à mulher sob violência de gênero; Atuação em serviços de Saúde e ação básica; Atuação do Psicólogo na Educação Básica; Atuação em álcool e drogas; Atuação em mobilidade urbana; Atuação no Centro de Referências Especializado de Assistência Social - Creas; Atuação do psicólogo em serviços hospitalares do SUS; Atuação do psicólogo no Centro de Referência de Assistência Social - Cras; Atuação do psicólogo em políticas públicas de diversidade sexual; Atuação de psicólogos em políticas públicas de esporte. Produziu os documentos DST Aids e Saúde do Trabalhador.

Considero, ainda, que temos dois destaques importantes em termos de acordos de cooperação como poder público: renovação do protocolo com a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e a cooperação com o  Ministério Público do Estado de São Paulo. No caso do MP, esse termo estabeleceu a cooperação mútua entre as Instituições partícipes, visando a fiscalização e a promoção de medidas para a adequada prestação das ações e serviços de saúde mental e o respeito aos direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, nas suas respectivas áreas de atuação, no campo de Direitos da Criança e do Adolescente e mais recentemente no âmbito da Educação.
Outro destaque a ser dado refere-se ao acompanhamento dos processos legislativos. Nessa gestão, este tema foi considerado estratégico, sendo instituído um processo inicial de formação dos conselheiros para esta atuação, a criação de uma comissão específica de acompanhamento e ações no âmbito das comissões temáticas para a realização desse acompanhamento. No âmbito da Saúde, temos as discussões que geraram inúmeras ações no Estado e nacionalmente contra o Projeto de Lei do Ato Médico que dispõe sobre o exercício da profissão de médico. Essas ações mobilizaram os Conselhos das profissões da área de Saúde e teve o seu ápice, no Estado de São Paulo, no evento denominado Virada da Saúde que aconteceu no dia 27 de fevereiro de 2009, no Parque do Ibirapuera em que estiveram presentes em torno de 20.000 pessoas, além da mobilização junto aos Senadores Paulistas e Deputados Federais.

Atuamos fortemente no acompanhamento de projetos de lei que tramitam na Câmara Municipal e que se referem à temática Psicologia e Educação: participamos ativamente dos debates contrários à aprovação de projetos de lei do município paulista de caráter medicalizante/patologizante, realizando um importante Seminário na Câmara Municipal de São Paulo Dislexia: subsídios para políticas públicas, em 21 de setembro de 2009. Esta ação, em específico, se desdobrou no I Seminário Internacional Educação Medicalizada: dislexia, TDAH e outros supostos transtornos a ser realizado em São Paulo de 11 a 13 de novembro próximo. Além disso, foram feitas várias ações de mobilização em relação a Projetos de Lei de inserção da Psicologia no Ensino Médio e do psicólogo na rede básica de ensino em âmbito federal e municipal e manifestações contra o projeto que prevê a criação da profissão de Psicomotricista e Psicopedagogo.  
No âmbito dos Conselhos de Controle Social, pudemos, pela primeira vez, congregar todos os psicólogos e colaboradores que participam em representações de Conselhos Municipais no Estado de São Paulo, visando discutir princípios comuns, trocar as experiências nessas instâncias sociais e produzir um material de orientação aos participantes destes órgãos consultivos e deliberativos.

Muitos dos eventos realizados foram publicados por meio dos Cadernos Temáticos, que deram continuidade à proposta de sistematização da gestão anterior. Nestes três anos publicamos sete cadernos, com os títulos Cidadania Ativa,  versão em português e  em espanhol, ampliada; Psicologia e Educação: Contribuições para a atuação profissional; NASF - Núcleo de Apoio à Saúde da Família; Dislexia: Subsídios para Políticas Públicas; Ensino de Psicologia no Nível Médio e Psicólogo Judiciário nas Questões de Família. Todos disponíveis online e em papel.


Mesa diretora da solenidade: André Leonardi, Marilene Proença e Carla Biancha Angelucci.

Também foram realizadas publicações em livros com Psicologia e Povos Indígenas e lançaremos  livro, tematizando a questão da Medicalização.
Outra forma de comunicação que consideramos fundamental para nos aproximarmos dos usuários dos serviços da psicologia é o formato de cartilhas. Por isso, publicamos duas delas A Psicologia e sua interface com os direitos das crianças e dos adolescentes e A Psicologia e sua interface com a Assistência Social. Estão programadas mais duas cartilhas, nas áreas de Saúde Mental e Direitos Humanos.
Participamos de ações junto aos movimentos sociais como a Marcha dos usuários de Saúde Mental à Brasília em 30/9/09; a Caravana do SUS; a 13ª Parada do Orgulho LGBT, em comemoração aos 10 anos da Resolução 0001/1999, Fórum Social Mundial, dentre outras.

Além disso, o Conselho Regional de Psicologia realizou várias ações no campo da Comissão de Orientação e Fiscalização - COF, da Comissão de Ética e da Comissão de Acompanhamento do Título de Especialista. Realizamos em torno de 500 fiscalizações no Estado de São Paulo e aproximadamente 15.000 pedidos de orientação. Tramitaram pela Comissão de Ética mais de 300 processos. Foram atribuídos 426 títulos de especialistas em diversas especialidades.  Publicamos uma Nota Técnica sobre as atribuições do psicólogo no contexto escolar e educacional e as Recomendações para os Serviços-Escola de Psicologia do Estado de São Paulo: Compromisso Ético para a Formação de Psicólogos.
E, para finalizar, gostaria de destacar, ainda, algumas ações de melhoria da infra-estrutura e de condições de trabalho no CRP. Ampliação do quadro de funcionários, contando atualmente com 104 funcionários e esta condição nos traz uma série de desafios para a qualidade do trabalho a ser realizado no Conselho Regional visando atender às demandas vigentes. Destacam-se as ações: Negociação Coletiva das relações de trabalho: instituída Mesa de Negociação Coletiva entre CRP SP e Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional e Entidades Coligadas - Sinsexpro, ampliando os espaços de diálogos com os funcionários; ações de Saúde do trabalhador e sustentabilidade do desenvolvimento humano, como a Eleição da Comissão de Saúde do Trabalhador - Comsat em 15/12/09; Programa Pausa Saudável: atividades de condicionamento físico e de compensação durante a jornada de trabalho e  Diversidade no trabalho: palestras e orientações sobre sexualidade e qualidade vida; Dia da Mulher; Hábitos alimentares saudáveis; Economia de recursos; Ambiente livre do tabaco (nova lei estadual); Curta no Almoço, com a exibição dos filmes BMW vermelho; Ilha das Flores; e Dá para fazer; Jornada Cultural - Dia do Funcionário Público - 28 de outubro, com apresentações e exposições dos trabalhos dos funcionários e teatro de bonecos; atividades de capacitação e formação destinadas a todos os funcionários e/ou voltadas às demandas operacionais de cada setor. Além disso, instituímos uma extranet e um boletim interno.

Adquirimos a Subsede Metropolitana, situada na Rua Oscar Freire, 1800, visando a ampliação das instalações do Conselho Regional de São na Capital, melhorando assim as condições de trabalho e de atendimento. Realizamos reformas nesta casa, no setor de recepção e de atendimento ao psicólogo, no auditório e em várias das subsedes no Interior. Também adquirimos uma sala para ampliação da Subsede de São José do Rio Preto, ampliação da Subsede Baixada Santista e Vale do Ribeira e a constituição da Subsede de Sorocaba. 

Tudo isso só foi possível porque trabalhamos intensamente e pudemos estabelecer diferentes foros de discussão e de aprofundamento dos temas em questão. Contamos com um excelente quadro de psicólogos, funcionários administrativos e técnicos, funcionários da manutenção, copa, limpeza, segurança, telefonia, almoxarifado a quem gostaria de agradecer publicamente em nome da XII Plenário. Ao incansável grupo da área de imagem e internet, nas pessoas do Adolfo e do Micael, ao setor de Eventos, na pessoa do Sérgio, do Financeiro, na pessoa do João, ao Setor Jurídico, na pessoa do Dr. Paulo Hamilton e todos os demais setores do CRP. E, em especial ao nosso querido gerente Diógenes Pepe que não mediu esforços para levar adiante nossos projetos e propostas de ação e que tem a generosidade de nos orientar nas muitas das dúvidas que temos sobre a instituição.  O meu muito obrigada a todos e todas. O meu muito obrigada também aos nossos colaboradores nas pessoas de Edu Ramos, Fernão Ciampa, Carlos Carolino e Ângela e suas equipes de trabalho. A todos aqueles que participaram dos treze Grupos de Trabalho e das Comissões Temáticas, aos colaboradores da Comissão de Ética e da Comissão de Fiscalização e Orientação. Aos funcionários do Crepop: Marcelo Bittar, Ana Gonzatto e Edinho.

Agradecer aos meus e minhas companheiros e companheiras conselheiros que trilharam estes caminhos, especialmente os gestores e comissões gestoras das subsedes que acumularam as atividades de sua região e do Estado de São Paulo. Agradecer a esta diretoria incansável com a qual tive enorme satisfação de dividir minhas terças-feiras à noite durante 33 meses: Maria Ermínia Ciliberti e Maria Cristina Pellini, Vice-Presidência; Andréia De Conto Garbin e Carmem Silvia Rotondano Taverna, Secretaria; Carla Biancha Angelucci e Lucia Fonseca de Toledo, Tesouraria; e a Sandra Ribeiro e toda a sua equipe de secretárias que deram um apoio incondicional ao nosso trabalho.
Desejo ao novo Plenário que hoje é empossado a mesma firmeza de propósitos, a transigência para a ação coletiva, a tolerância para a diferença e a energia para o enfrentamento dos desafios postos nacional e regionalmente.  Tenho certeza de que vocês vêm se constituindo como grupo, desde o momento em que tiveram início as negociações para realização dessa Chapa vencedora das eleições em 2010 e que possam estreitar cada vez mais esses laços de cooperação e de ação.
Desejo à Biancha, que hoje assume esse importante lugar institucional, muito sucesso, energia, tolerância e capacidade de argumentação e de negociação. Continuaremos de alguma forma juntas por meio das ações que realizaremos no Conselho Federal de Psicologia e de participação de vários de nós como colaboradores em comissões e grupos de trabalho. Todo o meu carinho e dessa Plenária a todos vocês.
Gostaria de finalizar contando um episódio que vivi com um poeta amazonense que admiro muito Thiago de Mello, que entre outras travessuras poéticas, traduziu os poemas de Pablo Neruda e que considero poderia nos inspirar nessa trajetória.
Em uma dessas tardes em que eu visitava a Bienal do Livro de São Paulo, fui a um estande sobre a região amazônica para adquirir um livro do poeta. Comecei a ler um dos poemas fortuitamente e me deparei com uma frase que mencionava a palavra "samaumeira". Desconhecendo o seu significado, dirijo-me a uma das vendedoras que me informa: "O poeta se encontra presente, a senhora não gostaria de  perguntar diretamente a ele?" Entusiasmada com a ideia, dirijo-me ao poeta, humildemente me apresento e pergunto sobre o termo em questão (revelando a minha ignorância urbana). E ele, em um gesto generoso, levanta-se e em seu impecável terno de linho branco, abre os braços e, tentando reproduzir em gesto suas palavras, diz em voz pausada : "A samaumeira é a árvore-mãe da floresta, sobre ela nascem todas as outras possibilidades de vida. Ela protege tudo o que se encontra a sua volta". Fiquei por alguns instantes imaginando aquela cena descrita pelo poeta  e o que representaria tal proteção no interior da floresta úmida e quente. Quando preparava esse discurso, essa imagem retornou ao meu imaginário. Como psicólogos, temos nossos princípios éticos e nossas convicções políticas como essa grande árvore mãe sob a qual construímos e poderemos continuar criando as condições para a vida de mudinhas, plantinhas, árvores e das muitas espécies de vida que lá se encontram. Que nossos princípios permitam o desenvolvimento da diversidade, da variedade, da profusão de cores, perfumes e da sensibilidade para perceber  tais sensações! Que a samaumeira possa nos inspirar!
Muito obrigada a todos, de coração!"

Marilene Proença Rebello de Souza
Conselheira Presidente do Conselho Regional de Psicologia SP
Gestão 2007-2010


Cerimônia de posse lotou o auditório do CRP SP

"Em nome do XIII Plenário, gestão 2010-2013, saúdo a todas as pessoas aqui presentes e aproveito para, mais que convidar a todas e todos, convocar a cada um para continuar frequentando este Conselho e, assim, contribuir para o desenvolvimento das tantas ações necessárias ao desenvolvimento de nossa profissão.

Este plenário que hoje inicia seus trabalhos é composto por pessoas que vêm procurando contribuir socialmente a partir de diferentes campos da Psicologia e de diferentes experiências de contato com a população. Todas e todos temos, entretanto, trajetórias que buscam a transformação da profissão, comprometendo-a mais e mais com a superação das violações de direitos e das desigualdades sociais. Todas e todos consideramos a dimensão política do exercício profissional, ou seja, estamos conscientes de que a Psicologia não é neutra e deve, sim, atender a determinados interesses. A questão está em discutirmos a que interesses devemos servir. E este coletivo que assume hoje, precedido por outros colegas que têm o mesmo compromisso, e vinculado a um movimento maior e com longa trajetória na Psicologia, tem uma opção clara: defende a participação democrática, o fortalecimento das coletividades, o reconhecimento respeitoso da diversidade humana, a corresponsabilização por nossas ações... enfim, a emancipação humana.

Hoje, passamos a representar os quase 69 mil psicólogos do Estado. As eleições nos conferiram legitimidade na medida em que tivemos 89% dos votos. Porém, dos atuais 50 mil psicólogos e psicólogas que poderiam exercer seu direito de participar deste processo de escolha, apenas 29 mil o fizeram.
É um desafio para o Conselho entender esses números. De toda forma, a comunicação mais básica que devemos depreender deles é a de que o Conselho precisa continuar investindo na criação de formas de interlocução e aproximação da realidade cotidiana dos psicólogos e das psicólogas. Vivemos um tempo de desencanto (de todos, não só de psicólogos e psicólogas) relativo à potência transformadora do exercício político. Política aqui entendida como garantia de voz e de vez; de participação na elaboração, implementação, avaliação e redirecionamento das escolhas que fazemos. O desafio de qualquer um que tenha função de representar qualquer coletivo, no momento, é o de recuperar esta potência da ação coletiva.
A função principal deste Conselho hoje, desprendendo-se de sua origem eminentemente disciplinatória, é mediar as relações entre os serviços psicológicos prestados e as necessidades e aspirações da população. Temos avançado muito nesta interlocução, mas o desafio permanece, pois temos que, a um só tempo, conhecer a realidade profissional, as perspectivas trazidas pelos psicólogos e psicólogas, mas, sobretudo, temos que garantir a oferta de serviços com qualidade ética e técnica. E isso, inevitavelmente, trará conflitos. Inevitavelmente, porque o dia-a-dia das relações de trabalho, o isolamento tão característico de nosso exercício profissional e a ordem social vigente impelem-nos muitas e muitas vezes a tomar atitudes imediatistas, pautadas pelo pragmatismo e pela lógica dos benefícios pessoais.


Emoção durante a execução do Hino Nacional

O Conselho pode e deve continuar promovendo debates, trazendo à cena pública as divergências presentes na prática psicológica, não para as homogeneizar ou as abafar, mas para compreender os sentidos de tais diferenças e construir coletivamente - o mais coletivamente possível - as possibilidades de ação da Psicologia neste mundo concreto, a partir das diretrizes acordadas pela categoria. Este é o nosso método: reconhecer nossos dilemas, problematizá-los, remetê-los aos compromissos que já firmamos anteriormente para, então, encontrar as saídas possíveis neste momento histórico.

Para isso, é essencial que possamos nos aproximar cada vez mais da população, em geral, e dos psicólogos e psicólogas, especificamente. Neste sentido, é com enorme alegria que, neste momento de celebração, registramos a presença de representantes do movimento social.

Não há como produzir referências em Psicologia sem trazermos também a voz dos usuários de nossos serviços, da população civil organizada, das entidades representativas das várias áreas de conhecimento e de atuação da Psicologia, das demais profissões, dos movimentos de trabalhadores e trabalhadoras. Portanto, nosso maior desafio é a um só tempo também nosso maior compromisso: ser um órgão cada vez mais representativo dos interesses da população em relação aos serviços psicológicos.
Para isso, espelhamo-nos naqueles que nos antecederam, agradecendo-os pela rica herança que nos deixam: uma entidade forte, bem estabelecida, idônea, de gestão transparente e atenta às demandas sociais. É devido ao trabalho dos que nos antecederam que pudemos dar o salto da função de polícia para o engajamento nas tantas lutas contrárias ao aviltamento de direitos e ao rebaixamento da dignidade humana.

Mas não só nos comprometemos hoje a honrar o passado deste movimento de cuidar da profissão, comprometemo-nos ainda a construir as condições necessárias para que outros grupos possam avançar ainda mais. Usando uma alegoria de um autor que me é muito caro, chamado Walter Benjamin, um pequeno homem, apoiado sobre as costas de um gigante, pode ver ainda mais longe. Usemos, então, a força do passado que nos impele a ir mais além para que, num futuro próximo, daqui a três anos, outros tantos possam se amparar sobre nossas construções e conduzir a Psicologia a um patamar ainda mais elevado de compromisso com a diminuição da opressão, da desigualdade e do sofrimento dos indivíduos e das coletividades."

Carla Biancha Angelucci
Conselheira Presidente do Conselho Regional de Psicologia SP
Gestão 2010-2013



Evento reuniu conselheiros de antigas gestões