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Institucional

Planejamento estratégico:
transparência e compromisso
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Eleita em agosto, a XIII plenária do CRP SP realizou em novembro o planejamento estratégico da entidade. Durante três dias, os 30 conselheiros e os membros gestores das nove subsedes, num total de 80 participantes, definiram um conjunto de três principais desafios e de 70 resultados para o triênio e um total de 178 ações necessárias para o ano de 2011.

O planejamento estratégico levou em consideração o relatório da gestão passada, a plataforma política que elegeu a atual gestão e as propostas estabelecidas no VII Congresso Nacional da Psicologia: democratização da gestão; construção de referências de atuação para a categoria e diálogos com o Estado e a sociedade.

Os resultados também contemplaram as atividades regimentais (fiscalizações, julgamento de processos éticos, etc.); ações em áreas nas quais o CRP SP tem uma presença histórica (como a Luta Antimanicomial), áreas de atuação ainda pouco discutidas e, por último, as ações unificadas, de caráter nacional, cujos temas serão abordados por todos os regionais. Neste último tópico se incluem os debates sobre álcool e outras drogas; sistema prisional; emergências e desastres, além do Ano Temático da Avaliação Psicológica.

Aprimorando a gestão - Para a presidenta do CRP SP, Biancha Angelucci, uma das preocupações em relação ao planejamento foi torná-lo mais processual, com indicadores que permitam uma avaliação contínua sobre o resultado das ações. "Queremos saber se as ações foram bem planejadas; se tiveram os desdobramentos esperados; se resultaram em encaminhamentos para ações futuras. Ou seja: uma ação só será tida como satisfatória se os objetivos buscados forem alcançados de forma palpável", diz.

Biancha observa que esse tipo de preocupação já existia anteriormente. "O que fizemos foi avançar nesse processo, sistematizando os fluxos e criando os indicadores", diz. "Isso deve nos assegurar, ao fim da gestão, condições de prestar contas aos psicólogos daquilo que fizemos, sob a ótica dos resultados efetivamente alcançados e dos compromissos firmados ao longo do VII CNP."

Outras inovações importantes marcaram o atual planejamento. Uma delas é a abordagem de realidades a partir de diferentes faces da Psicologia e não apenas a partir daquela à qual o problema está mais diretamente ligado. Na II Mostra Esta­dual de Práticas Inovadoras em Psicologia que deverá acontecer este ano, por exemplo, a proposta será a de abordar ciclos da vida humana, como a infância e a velhice, destacando como cada política pública e como cada área de atuação contribui para a garantia da prestação de serviços. Dessa forma espera-se estabelecer canais de comunicação entre as diferentes áreas da Psicologia de forma a gerar melhores soluções e consolidar a perspectiva de atendimento integral e integrado à população.

A preocupação em descentralizar as atividades do CRP SP também esteve presente nesse planejamento. Nele adotou-se como diretriz a realização de eventos fora das sedes e subsedes, aproximando-se dos locais onde os psicólogos se encontram. Ao mesmo tempo, ficou definido que sede e subsedes deverão atuar de forma mais integrada. Temas que forem debatidos na sede, por exemplo, serão debatidos simultaneamente nas subsedes, contando com o apoio da CRP WebTV para que haja uma participação conjunta e ampliada. "Unir ainda mais sede e subsedes auxiliará na construção de propostas conjuntas que contemplarão a diversidade de regiões e farão com que nossas decisões tenham relação maior com a base", afirma Biancha.


MELHORANDO O ATENDIMENTO

Além do planejamento estratégico, o CRP SP realizou também um planejamento administrativo, reunindo servidores da autarquia. A proposta foi repensar todos os processos de trabalho, tendo em vista a finalidade do Conselho. "Em instituições as mais diversas é comum apontar a máquina administrativa como um entrave para a execução desta ou daquela política", diz a presidenta Biancha Angelucci. "Nosso objetivo, com o planejamento administrativo foi exatamente o de identificar de que maneiras poderíamos rever os nossos processos para que fossem traçadas estratégias de melhoria do atendimento ao psicólogo".


POTENCIALIZAR O COTIDIANO

A realização de encontros com trabalhadores que atuam em uma mesma área foi uma das ações pensadas durante o planejamento estratégico. Esse é o caso, por exemplo, do fórum de trabalhadores das instituições de acolhimento. Segundo Biancha Angelucci, o que se espera desse tipo de iniciativa não é a discussão de questões trabalhistas - as quais específico de discussão e proposição, os sindicatos - ou a mera exposição das dificuldades na realização do trabalho. "O que se quer é pensar aquele trabalho no contexto de políticas públicas de garantia de direitos. A ação terá alcançado seu objetivo à medida em que resultar em formas de atuação conjuntas que ajudem a direcionar a política naquele campo. Com os psicólogos que conhecem o cotidiano de trabalho debatendo conjuntamente, poderemos avançar na construção das referências para aquele campo de atuação; delimitar os principais desafios e construir estratégias conjuntas de enfrentamento. É dessa forma, indo ao encontro da realidade de trabalho do psicólogo, que acreditamos ser possível fazer mudanças de longo alcance para a sociedade", afirma.



OS DESAFIOS
Veja a seguir os três desafios e os temas estabelecidos ao longo do planejamento estratégico.


1) Aperfeiçoamento democrático do Sistema Conselhos
- Gestão política com a categoria
- Política financeira
- Regionalização e interiorização do Sistema Conselhos
- Gestão do Sistema - Comunicação
- Gestão do Sistema - Administração
- Gestão do Sistema - Acessibilidade
- Ética profissional - Orientação e fiscalização

2) Construção de referências e estratégias de qualificação para o exercício profissional
- Democratização e ética na comunicação
- Tecnologias da Informação - resolução CFP no 12/2005
- Emergências e desastres
- Psicologia do Esporte
- Psicologia do Trânsito e mobilidade humana
- Diversidade
- Processo transexualizador
- Psicologia e Gênero
- Psicologia, políticas públicas e relações etnorraciais e quilombolas
- Psicologia e povos indígenas
- Direitos humanos
- Educação
- Criança e adolescente
- Psicologia e envelhecimento
- Sistema Único de Assistência Social (SUAS)
- Saúde
- Segurança Pública
- Sistema Prisional
- Psicologia Jurídica
- Relações e condições de trabalho
- Psicologia Organizacional e do Trabalho
- Avaliação psicológica
- Sistema de avaliação dos testes psicológicos (SATEPSI)
- Formação
- CREPOP
- Memória da Psicologia

3) Diálogo com a sociedade e com o Estado
- Áreas emergentes
- Religião - laicidade da psicologia; reconhecimento da liberdade religiosa
- Educação
- Psicologia do Esporte
- Trânsito e Mobilidade
- Violação de direitos
- Relações e condições de trabalho do psicólogo
- Saúde
- Assistência Social
- Políticas Públicas e atuação profissional
- Ampliação das parcerias com entidades da Psicologia
- Psicologia e Mídia
- Reconhecimento da Psicologia



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