| |
|
Data: 13/09/2014
Apresentação:
"São os nossos discursos, que produzem verdades e instituem nossos modos de existir. Verdades atravessadas pelas histórias que vão sendo contadas. Histórias que produzem presente. Presente produtor de modos de ser, estar, saber e viver no mundo".
Com essas palavras é apresentado o livro A Verdade é Revolucionária: testemunhos e memórias de psicólogas e psicólogos sobre a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985). O trabalho foi uma iniciativa do Conselho Federal de Psicologia, juntamente com o empenho e esforço de grande equipe que congregou o Sistema de Conselhos Regionais de Psicologia (conselheiras/os, equipe técnica e colaboradores/as).
Cumpre destacar a dedicação da Comissão Nacional de Direitos Humanos do CFP, à época, coordenada pelo colega Pedro Paulo Bicalho. As entrevistas necessárias à coleta de narrativas foram realizadas pelas equipes dos Conselhos Regionais e das Comissões de Direitos Humanos dos Regionais (conselheiros/as, quadro técnico e colaboradores/as).
Com relação à atuação do CRP SP, fazemos especial menção ao empenho dos membros (conselheiros/as e colaboradores/as) e quadro técnico da Comissão de Direitos Humanos de nosso Regional. Graças aos esforços empreendidos, do total de 57 (cinquenta e sete) narrativas que constituem o livro, nada menos que 24 (vinte e quatro) são de colegas de nosso regional. Certamente não se trata de uma disputa por número de narrativas recolhidas, mas de reconhecimento e prova de confiança com o empenho de nossas equipes.
Num período de atividades intensas, onde nosso país inicia - mesmo que tardiamente - seus passos na Justiça de Transição e no Direito à Memória e à Verdade, somos desafiadas/os a compartilhar as narrativas de psicólogas e psicólogos que tiveram suas trajetórias marcadas pelo recente período de Ditadura Civil-Militar (1964-1985).
O presente livro reafirma o tríptico necessário à efetivação de Direitos Humanos: cessação das violações, empreender esforços em prol da não repetição de violações e reparação do dano. Narrar as experiências vividas, longe de ser um instrumento de revitimização, guarda em si um caráter sumamente libertador. Narrar é ressignificar e trazer presente sonhos e expectativas, dores e desafios; é recordar daqueles/as que já se foram, reatando alguns laços e formandos outros; narrar é unir passado e presente, garantindo um futuro mais justo e digno.
Coordenação:
Elisa Zaneratto Rosa - Conselheira Presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo – CRP 06.
Vera Vital Brasil - Membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia. Membro colaborador da Escola de Saúde Mental do Rio de Janeiro. Membro do Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça, desde sua fundação em 2011. Coordenadora da Equipe Clínico Política, “Projetos Terapêuticos RJ”, Projeto Clínicas do Testemunho, Comissão de Anistia, Ministério da Justiça, de 2012 aos dias atuais.
Aristeu Bertelli da Silva - Conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo – CRP 06.
Maria Orlene Daré - Psicóloga. Membro da Comissão de Direitos Humanos do CRP 06 e Coordenadora do Núcleo de Criança e Adolescente de Bauru. Membro da Comissão Municipal da Verdade de Bauru/SP.
Amelinha Teles - Bacharel em Direito e Pedagogia, Militante Feminista e dos Direitos Humanos.
Ana Luiza de Souza Castro - Psicóloga Jurídica. Mestre em Psicologia Social pela PUCRS. Psicóloga do Tribunal de Justiça do RS. Conselheira Federal do Conselho Federal nas gestões 1998-2001; 2001- 2004 e 2012-2013. Ex-coordenadora e integrante da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia.
|
|