EDUCAÇÂO
ANO DA EDUCAÇÃO
AVANÇO EM VÁRIAS FRENTES
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Criação de comissões de Educação em todos os Conselhos Regionais de Psicologia; abertura de canal de comunicação com o Ministério da Educação e organização em defesa de projetos de lei versando sobre a Psicologia na Educação. Esses foram alguns dos avanços consolidados com a realização do Ano Temático da Educação no Sistema Conselhos. A mobilização em torno do Ano da Educação foi significativa. Cerca de 5 mil psicólogos participaram nas diversas etapas, realizadas em todo o país, debatendo os quatro eixos que serviram de base para as discussões. O evento nacional, realizado em abril, em Brasília, contou com cerca de 120 pessoas, entre representantes dos diversos Conselhos e convidados.

Para a presidente do CRP SP, Marilene Proença, o Ano da Educação gerou um debate importante dentro do sistema Conselhos. Ela destaca, por exemplo, a proposta de constituição de Comissões ou Grupos de Trabalho de Educação nos Conselhos Regionais do país. “Hoje essas comissões são poucas. Na maioria dos Conselhos há apenas Grupos de Trabalho (GTs), que por sua natureza se dedicam a tarefas específicas. As Comissões têm caráter permanente e objetivos mais amplos, e podem articular projetos a médio e longo prazos”, diz.

Do ponto de vista legislativo, Marilene apontou a existência de dois projetos de lei que, por sua importância, devem requerer a mobilização dos psicólogos. Um é o PL 60 de 2007, do senador Flávio Arns (PT-PR), que prevê a inserção do psicólogo e do assistente social na Educação Básica. Outro é o PL (105 de 2007 da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que prevê a inserção da Psicologia como disciplina no Ensino Médio.

A presidente do CRP SP nota, por fim, que o Ano Temático da Educação no Sistema Conselhos ampliou os canais de comunicação com o Ministério da Educação e com entidades voltadas para o campo da Educação, como a ABRAPEE, a ABEP e a ANPEPP. Um aspecto concreto importante, segundo ela, foi a proposta de construção de um Edital Pró Psicologia, isto é, uma linha de fomento para projetos de pesquisa que fortaleçam a Psicologia no campo das políticas do Ministério da Educação.

Um GT formado por representantes do CFP, CRP 05 (RJ), 06 (SP), 10 (PA/AP), 11 (CE/PI/MA), ABEP, ABRAPEE, CONEP sistematizou as contribuições dos 4 grupos, que trabalharam os quatro eixos temáticos (1. Psicologia, Políticas Públicas Intersetoriais e Educação Inclusiva; 2. Políticas Educacionais: legislação, formação profissional e participação democrática; 3. Psicologia em Instituições Escolares e Educacionais; 4. Psicologia no Ensino Médio) durante o Seminário Nacional do Ano da Educação, no Sistema Conselhos de Psicologia.

“Este material será publicado e amplamente divulgado juntamente com um relatório contendo dados sobre os eventos realizados nos Seminários Regionais e o Seminário Nacional, com as palestras proferidas neste último evento e a Carta de Brasília”, diz a Conselheira do CRP SP Beatriz Belluzzo, que integrou o Grupo de Trabalho. No quadro a seguir, um destaque dos tópicos mais significativos em cinco temas:

FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO ESCOLAR E EDUCACIONAL
• Necessidade de qualificar melhor a formação, incluindo temas relativos às políticas educacionais, políticas públicas, participação democrática e legislação;
• Inserção de temas como história da educação, educação inclusiva, LIBRAS;
• Construção de projeto de formação continuada com especificidades regionais.

ENSINO DE PSICOLOGIA EM NÍVEL MÉDIO
• Defesa da inclusão da Psicologia como disciplina no ensino médio, ampliando o debate sobre o tema em diversos níveis;
• Discutir possibilidades de interdisciplinaridade no ensino médio, esclarecer e diferenciar o papel do psicólogo escolar do professor de Psicologia;
• Ter uma concepção abrangente do processo ensino-aprendizagem e realizar leitura crítica do modelo atual do ensino médio e da opção política que norteia a organização do currículo atual.

PRÁTICA DO PSICÓLOGO
NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

• Crítica ao modelo patologizante e medicalizante que produz exclusão;
• Defesa de práticas que consideram a realidade da escola brasileira e as dimensões psicossociais da comunidade educacional e que atuam em projetos coletivos, de forma interdisciplinar, fortalecendo pessoas e grupos, contribuindo para a elaboração, implementação e avaliação do projeto político pedagógico da escola;
• Construção, com a equipe da escola, de estratégias de ensino-aprendizagem, considerando os desafios da contemporaneidade.

POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS
• Definir princípios gerais que devem ser defendidos
• Proposição de leis relativas ao trabalho do psicólogo escolar: estabelecer o trabalho na perspectiva institucional e prever a formação permanente;
• Incentivar a participação em órgãos consultivos e deliberativos, bem como nas Conferências municipais, estaduais e nacional de Educação;
• Assegurar na legislação a inclusão do psicólogo como profissional da Educação para atuar em todos os níveis de ensino, com jornada de trabalho de 30 horas e plano de carreira;
• Reforçar a necessidade do debate das políticas educacionais por toda a comunidade escolar, em especial pelos profissionais psicólogos.

ORGANIZAÇÃO DA CATEGORIA: SISTEMA CONSELHOS, ASSOCIAÇÕES E SINDICATOS
• Definir princípios gerais que devem ser defendidos
• Proposição de leis relativas ao trabalho do psicólogo escolar: estabelecer o trabalho na perspectiva institucional e prever a formação permanente;
• Incentivar a participação em órgãos consultivos e deliberativos, bem como nas Conferências municipais, estaduais e nacional de Educação;
• Assegurar na legislação a inclusão do psicólogo como profissional da Educação para atuar em todos os níveis de ensino, com jornada de trabalho de 30 horas e plano de carreira;
• Reforçar a necessidade do debate das políticas educacionais por toda a comunidade escolar, em especial pelos profissionais psicólogos.


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