Cartas
Nós, integrantes da Equipe de Psicologia do Juquery, congratulamo-nos com o CRP de SP pela matéria publicada na última edição sobre a história dos Cem Anos da Instituição Psiquiátrica do Juquery e esclarecemos sobre as atividades atualmente realizadas objetivando sua transformação. (...) Sabemos que as políticas de Saúde Pública e Saúde Mental são incipientes e refletem o descaso das políticas liberais - hoje neo-liberais - cujo modelo sócio-econômico gera a exclusão social (...). Hoje se torna imprescindível dar conta dos 1.580 pacientes internos/moradores, muitos deles remanescentes de um modelo de tratamento psiquiátrico ligado ao passado. (...) O que fazemos no “aqui e agora” para mudarmos este quadro de segregação social? Como poderemos reintegrar essas pessoas socialmente? Temos projetos e programas em andamento (...); reconhecemos que hoje a vida do Juquery encontra-se aberta aos meios de comunicação e confiamos que a ala mais progressista da sociedade una-se na construção de um Brasil melhor. Junte-se a nós e ajude a nos manter vigilantes quanto aos poderes constituídos para a concretização das metas propostas, objetivando as transformações hoje almejadas para esta instituição psiquiátrica.
Cristiane Reynaldo, Elaine Aparecida de Oliveira, Eliete Maria Santos Silva, Estela M. Rabelo, Graça Maria Ramos de Oliveira Pires, Jorge Luiz Camargo, Maria Veridiana Sampaio Paes de Barros, Nair Reolon Coll, Rosemary Ienne e Tania Aparecida M. Barros, São Paulo.
As proposições e metas expostas pela equipe, aqui resumidas, coincidem com os objetivos da luta pela transição dos regimes de confinamento do doente mental, representados por instituições como o Juquery, para tratamentos humanizados e capazes de obter eficácia, pelo que merecem total apoio do CRP-06.
Achei ótimo o jornal - e eu sou extremamente exigente. Acho que vamos ter muito o que fazer no próximo ano. Não sou a bruxa que vocês mencionaram, mas acho que não temos que abrir caça às bruxas. Parabéns!
Ana Maria de Paula, Mogi das Cruzes.
Garantimos que a volta da inquisição passa longe de nossas intenções. Até porque não cremos em bruxas. Pero que las hay, las hay...
Prezados colegas, Venho mais uma vez solicitar a vocês e questionar o porquê de não saírem notícias sobre as atividades da área de RH. (...) Insisto neste ponto porque quando recebo o jornal só tenho informações da área clínica. Não digo só pela área de RH, mas também por quem trabalha nas áreas escolar, hospitalar e outras. Já que estão preocupados com a reformulação do jornal, deixo aqui minas sugestões.
Elisa Fernanda D. G. Carluccio, São Paulo.
A crítica é pertinente e, para tranqüilizá-la e aos demais leitores com preocupações semelhantes, informamos que este jornal passará nos próximos meses por uma ampla reformulação editorial e gráfica. Uma das novas metas será justamente ampliar o repertório dos assuntos tratados a cada edição. Há também no CRP uma comissão cujo tema é RH. Está sendo programada para breve uma atividade em conjunto com o CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade - sobre o tema RH e discriminação racial nas empresas. Estamos abertos a propostas de pautas e colaborações. Envie-nos suas sugestões.
Senti falta de uma coluna de informática e Internet, veículos de comunicação muito utilizados atualmente, além de tratarem-se de uma área de pesquisa em franca expansão acerca do comportamento humano.
Ívena Pérola do Amaral Santos, psicóloga humanista-existencial, São Paulo
A partir desta edição passamos a publicar uma seção fixa sobre o assunto, que merecerá espaço também em reportagens de edições futuras.
Sendo profissional devidamente atuante e consciente da necessidade de tornar o profissional de psicologia mais próximo da comunidade, venho sugerir algumas idéias. (...) Acredito que uma participação ativa deste Conselho no sentido de divulgar o profissional é fundamental. São idéias tais como: encaminhamento de adesivos aos profissionais, evidenciando a importância de um psicólogo, com frase do tipo “invista em você: faça terapia, procure um psicólogo”; análise de pontos estratégicos na Grande SP para colocação de out-doors; colocação de cartazes em empresas de ônibus, no Metrô, em jornais de grande circulação; colocação de faixas em viadutos; elaboração de projetos que divulguem o profissional em rádio AM e FM. Sendo um contribuinte deste órgão, gostaria de ver o dinheiro sendo usado em parte na divulgação do profissional.
Carlos Roberto Ciapino, São Paulo
Agradecemos pelas sugestões e garantimos que a valorização do profissional é uma preocupação importante para esta gestão. Ações diretas como as propostas não estão descartadas, mas entendemos que a maneira mais eficiente de nos mostrar-mos necessários à comunidade é balizando e defendendo uma prática profissional ética e eficiente e nos fazendo presentes nas lutas por uma sociedade melhor e mais justa para todos.
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