Data: 04 e 05 de novembro de 2005
Local: Colégio Maria Imaculada
Av. Bernardino de Campos, 79 - Paraíso - São Paulo-SP
Nos dias 4 e 5 de novembro de 2005, aconteceram em São Paulo a I Mostra
Estadual de Práticas de Psicologia em Educação e o IV Encontro de Psicólogos
da Área de Educação com o propósito de realizar um amplo levantamento
das práticas atualmente realizadas por psicólogos no Estado de São Paulo,
que atuam no campo educacional-escolar. Além disso, o objetivo foi de
aprofundar as discussões sobre a política educacional brasileira e paulista,
qualificando o psicólogo para melhor compreender a complexidade do quadro
educacional atual. Os eventos enfatizaram as dimensões de compromisso
social e de Educação Inclusiva em busca de uma escola democrática.
Na Mostra, os psicólogos foram convidados a inscrever seus trabalhos no
formato de pôsteres, apresentando título, participantes, objetivos, descrição
das atividades e avaliação dos resultados, divididos em eixos temáticos:
Psicologia e Educação Inclusiva; Atuação do psicólogo em instituições
educativas; Educação e Saúde; Intervenção da Psicologia em órgão de controle
social e Direitos Humanos; e Ensino de Psicologia.
Foram realizados debates, encaminhamentos de temas propositivos da política
do CRP SP, discussões dos trabalhos apresentados e duas Mesas Redondas:
“Políticas Públicas na área de Educação: análise crítica” e “Escola Pública
Democrática: quadro político sobre Educação no Brasil”.
A I Mostra Estadual de Práticas de Psicologia em Educação e o IV Encontro
de Psicólogos da Área da Educação foram coordenados pela presidente da
Comissão de Direitos Humanos do CRP SP, Marilene Proença, juntamente com
Representantes das oito subsedes do CRP-06: Beatriz Belluzzo Brando Cunha
(Santos), Valéria Castro Alves C. Penachini (Assis), Sandra Elena Sposito
(Bauru), Osmarina Dias Alves (Campinas), Leandro Gabarra (Ribeirão Preto);
Maria José Rocha Berto (São José do Rio Preto), Dulcinéia Teixeira (Santo
André), e Cilene Aguiar Apolinário (Vale do Paraíba).
Programação
04 de novembro de 2005
das 19h30 às 21h30 – Abertura: Mesa Redonda – Políticas Públicas na área
de Educação: Análise Crítica
05 de novembro de 2005
das 08h30 às 11h00 – Mesa Redonda – Escola Pública democrática: Quadro
Político sobre a Educação no Brasil
das 13h00 às 15h00 – Debate dos trabalhos por eixo temático
das 15h00 às 15h30 – Intervalo
das 15h30 às 17h00 – Plenária Geral – encaminhamentos / tema propositivos
da política do Conselho / Indicativos
Mesas redondas
“Políticas Públicas na Área de Educação: Análise Crítica”
Beatriz Belluzzo Brando Cunha, Coordenação
Wanda Maria Junqueira de Aguiar, PUC-São Paulo, coordenadora do Banco
Social de Serviços do CRP 06
Luiz Carlos de Freitas, UNICAMP – Faculdade de Educação
“Escola Pública Democrática: quadro político sobre a educação no Brasil”
Marilene Proença, Coordenação
César Augusto Minto, USP – Faculdade de Educação
Sérgio Antônio da Silva Leite, UNICAMP – Faculdade de Educação
Eixos temáticos
Psicologia e Educação Inclusiva
Marina da Silveira Rodrigues Almeida, debatedora
Tatiana Platzer do Amaral, relatora
Neste eixo foram apresentados trabalhos desenvolvidos por psicólogos,
em escolas ou outras instituições de educação, que abordam a temática
da educação inclusiva. Por educação 44 inclusiva entendemos práticas educacionais
junto a pessoas portadoras de deficiência, no sentido de contribuir para
garantia do direito dessas pessoas à educação preferencialmente em escola
regular.
Avaliação:
Apontou-se que a inclusão envolve as relações humanas, sendo fundamental
ouvir e ser ouvido.
Ressaltou-se a necessidade de discussão nas idealizações de família professor
e aluno e acrescentou-se a importância da discussão da inclusão com professores,
alunos e escola desde o planejamento, salientando-se que a inclusão deve
ser uma opção da escola e não do professor.
Discutiu-se ainda a importância do conhecimento pelos psicólogos e professores
sobre Políticas Públicas.
Mencionou-se também sobre a necessidade de registro de prática profissional,
pois há grande número de pesquisas e poucos relatos de experiências com
profissionais que atuam com educação inclusiva.
Finalizando este ponto coloca-se a necessidade de localizar onde estão
os psicólogos que trabalham com a inclusão.
Propostas:
• Incentivar relatos e registros de profissionais com práticas inclusivas
• Realização de encontros entre psicólogos e educadores
• Criar calendário de eventos e encontros regulares
Psicólogo em Instituições Educativas
Elizabeth Gelli Yazlle, debatedora
Adriano Gosuem, relator
Este eixo, contemplado neste evento, pretendeu oferecer espaço para a
divulgação de diferentes trabalhos desenvolvidos por psicólogos em creches,
pré-escola e ensino fundamental que – atuando com alunos, suas famílias,
educadores e demais profissionais ligados à educação – puderam recorrer
à psicologia como forma de contribuir para que a escola seja um espaço
democrático de acesso ao saber culturalmente instituído e de inserção
de crianças e adultos à sociedade da qual fazem parte.
Avaliação:
Evidenciou-se o fato do psicólogo escolar ter perdido espaço nas instituições
educativas e ficar distante do cotidiano escolar. Apontou-se o confronto
entre Psicologia e Pedagogia no ambiente escolar.
Ressaltou-se ainda que a formação não está contemplando o compromisso
social com visão política definida, mostrando a falta entendimento da
conjuntura da educação no Brasil.
E a necessidade de formação de fórum permanente de discussão sobre a Psicologia
e Educação para gerar ações e Políticas Públicas mais efetivas.
Propostas:
• Definir qual é o papel do psicólogo na Escola e valorização da formação;
• Formação com compromisso social, tendo uma visão política definida da
conjuntura na educação do Brasil;
• Parceria com o MEC para a realização de uma pesquisa para identificar
o que o usuário pensa do psicólogo educacional;
• Lutar contra a regulamentação da Psicopedagogia;
• Inclusão da discussão sobre LDB no Sistema Conselhos;
• Pesquisa de identificação com os egressos da Psicologia na área de educação
identificando o que estão fazendo hoje.
Psicólogo em Instituições Educativas e Intervenção da Psicologia em Órgão
de Controle Social e Direitos Humanos
Beatriz de Paula Souza, debatedora
Elvira Aparecida Simões de Araújo, relatora
Este eixo referiu-se aos trabalhos desenvolvidos por psicólogos em suas
participações em espaços consultivos e deliberativos tais como: Fóruns,
Redes Sociais e Conselhos, visando a construção uma democracia participativa
na educação.
Avaliação:
Apontou-se que o lugar da psicologia na Educação não deve se restringir
só ao espaço escolar, podendo avançar para o contexto de outros agentes
envolvidos no processo educativo. É preciso que se explicite as visões
de homem, de mundo e de psicologia. As visões devem orientar a atuação
independentemente de lugar, seja na clínica, na escola, nos órgãos de
controle social ou de saúde.
Falou-se do fortalecimento dos fundamentos teóricos que sustentam as práticas,
sua explicitação e contínua renovação de práticas pautadas por estes fundamentos.
Discussão da presença ou não do psicólogo no interior da escola e nos
departamentos educacionais.
Propostas:
• Formação que contemple análise política, incluindo discussão sobre Direitos
Humanos e políticas públicas no currículo;
• Difusão do conhecimento em Psicologia Escolar que supere o clinicalismo.
Educação e Saúde
Maria de Lima Salum e Morais, debatedora
Lazlo Antonio Avila, debatedor
Maria Helena Melhado Stroili, relatora
A Psicologia na interface da saúde/educação corresponde a apresentação
de trabalhos que visem a promoção de saúde e cidadania, atenção educacional
em espaços de saúde primária e secundária e saneamento/ambiental.
Avaliação:
Falou-se do predomínio de projetos de pesquisa ou extensão de atenção
psicossocial à sexualidade ao adolescente e a diversos outros segmentos,
da falta capacitação dos adolescentes, profissionais e protagonismo social
com os riscos de contaminação (HIV) e inserção na vida social produtiva
(estudo e trabalho). A aparente inclusão dos portadores de doenças sexuais
e drogaditos expõem a dificuldade dos profissionais e da sociedade.
Apontou-se a discussão sobre Políticas Públicas de Saúde e Educação, Intersetorialidade
a Interdisplinaridade.
Dentre as dificuldades pontuadas referiu-se a necessidade de ampliar as
articulações dos profissionais de Psicologia.
Ressaltou-se ainda a resistência dos professores aos projetos educacionais
dos psicólogos nos seus diferentes eixos de atuação, na perspectiva de
interferir nas Políticas Públicas e no Planejamento da Educação e da Saúde
A preocupação com a formação do psicólogo, ampliando os referenciais e
instrumentos de diagnóstico, contemplando a amplitude das questões sociais
mobilizadoras na atualidade.
Propostas;
• Necessidade de Encontros sistematizados em torno do Conselho, na expectativa
de aprofundar as discussões da Educação e da Saúde;
• Fortalecimento de fórum de debates e articulação da saúde e educação
que focalizem problemáticas sociais mobilizadoras na atualidade tais como,
Drogadição, Alcoolismo DSTs e AIDS, interferindo nas Políticas Públicas
e Loco Regionais, no Planejamento da Saúde e da Educação;
Ensino de Psicologia
Adriana Eiko Matsumoto, debatedora
Suzana Marcolino, relatora
Neste eixo, foram apresentadas experiências de professores de Psicologia
cuja atuação profissional centre-se em novas propostas curriculares, projetos
ou ações institucionais comprometidos com a democratização das relações
escolares e do Ensino.
Avaliação:
Ensino Médio
A discussão da inserção da psicologia no ensino médio não pode resumir-se
a colocar a psicologia no ensino médio, mas como e de que forma esta disciplina
dever ser dada no ensino médio. Falou-se da dificuldade de horas de estágio
nos cursos de licenciatura.
Ressaltou-se a formação não só do professor de Psicologia para o ensino
médio, mas uma política mais ampla de formação de professores que está
em crise geral e da necessidade de se pensar na formação com o compromisso
social.
Apontou-se o desaparecimento das licenciaturas nos cursos de graduação.
Graduação de Psicologia
Indicou-se uma série de ações isoladas que trazem avanços em práticas
isoladas, sem um espaço que as pessoas consigam discutir.
Destacou-se a importância da ABEP em discutir a formação do professor
em diversos níveis, em conjunto com várias entidades de psicologia e agir
de forma conjunta a fim de fortalecer para que outras pessoas possam ter
acesso.
Finalizou-se destacando o interesse de integrar o ensino da psicologia
em outros cursos.
Propostas:
• Preparar encontro para discutir a formação do professor de psicologia;
• Organizar, através dos CRPs, ABEP e Sindicato ações conjuntas para intervir
na esfera federal;
• Sistematizar as apresentações através do site e apresentar para os psicólogos
as discussões que foram levantadas;
• Serão preparados encontros para discutir a formação do professor de
psicologia nos diversos níveis de ensino;
Encaminhamentos:
1. Organização de outro evento (formato / periodicidade);
2. Discussão sobre a formação básica (políticas / graduação / capacitação);
3. Atuação profissional – intersetorial;
4. Necessidade das investigações – alunos / egressos / usuários;
5. Encontros / Fórum Permanentes de Discussão sobre psicologia e educação
– várias entidades – frentes de luta (ensino de psicologia / ensino de
Psicopedagogia);
6. Importância de intersetorialidade em Educação e Saúde;
7. Proposta de levar para a plenária que essa comissão se mantenha como
grupo de educação para preparar o próximo encontro;
8. Abrir Fórum no site;
9. Realizar discussão do Manifesto lido na plenária no site do CRP.
relatório das ações do grupo de trabalho de psicologia da educação
Membros do GT Psicologia E Educação
Marilene Proença Rebello de Souza (coordenadora)
Ângela Fernandes Rodrigues Godoy
Beatriz Belluzzo Brando Cunha
Cilene de Aguiar Apolinário
Dulcinéia Teixeira
Eni de Fátima Martins
Leandro Gabarra
Luiz Tadeu Pessuto
Maria Helena Mealhado Stroilli
Maria José Medina da Rocha Berto
Marluce Fagundes Carvalho
Suzana Marcolino
Tatiana Platzer do Amaral
Veralúcia Pavani Janjulio
Zuleika de Fátima Vitoriano Olivan
Descrição das atividades desenvolvidas:
I Mostra Estadual de Práticas de Psicologia em Educação e IV Encontro
de Psicólogos da Área de Educação.
Data: 4 e 5 de novembro de 2005
Local: São Paulo – Colégio Maria Imaculada.
Com o propósito de realizar um amplo levantamento de práticas realizadas
por psicólogos no Estado de São Paulo, foram expostos 66 pôsteres de trabalhos,
organizados em cinco eixos temáticos – Psicologia e Educação Inclusiva,
Atuação do psicólogo em instituições educativas, Educação e Saúde, Intervenção
da Psicologia em órgãos de controle social e Direitos Humanos, e Ensino
de Psicologia – com a participação de colaboradores convidados para a
relatoria e debate dos grupos de discussão. Foram 303 participantes e
151 trabalhos inscritos. Destes resultaram encaminhamentos de temas propositivos
da política do CRP/SP.
Visando aprofundar as discussões sobre a política educacional brasileira
e paulista, promovemos duas mesas redondas: “Políticas públicas na área
de Educação: análise crítica” – com a participação da professora Wanda
Maria Junqueira de Aguiar e Luiz Carlos de Freitas – e “Escola Pública
Democrática: quadro político sobre a educação no Brasil” – com Marilene
Proença Rebello de Souza, na coordenação, e palestras dos professores
César Augusto Minto e Sérgio Antônio da Silva Leite.
Para a organização do evento foi composta a seguinte Comissão Organizadora,
formada por um representante de cada subsede e sede, referendados na plenária
1232, de 20 de agosto de 2005: Marilene Proença Rebello de Souza, pela
sede, e os seguintes representantes das subsedes, de Assis – Valéria Castro
Alves C. Penachini, Bauru – Sandra Elena Spósito , Campinas – Osmarina
Dias Alves, Ribeirão Preto – Leandro Gabarra, São José do Rio Preto –
Maria José Medina da Rocha, Santo André – Dulcinéia Teixeira, Santos –
Beatriz Belluzzo Brando Cunha, Vale do Paraíba – Cilene de Aguiar Apolinário.
Ocorreram quatro reuniões, uma presencial e três telefônicas, nas quais
foram definidas as diretrizes para a ação do grupo.
A avaliação da ação foi considerada bastante positiva, havendo como encaminhamento
a sugestão para a realização de outro evento no próximo ano, com diversas
indicações para o debate dos psicólogos.
Destacamos os aspectos mais relevantes de cada eixo:
Educação Inclusiva – é importante que os psicólogos conheçam e atuem em
políticas públicas, registrando e divulgando amplamente os trabalhos desenvolvidos.
Instituições educativas – ressaltou a importância do compromisso social
com visão política definida na formação do psicólogo e a necessidade da
organização de um fórum permanente de discussão sobre a Psicologia e a
Educação para gerar ações e políticas públicas mais efetivas.
Controle Social e Direitos Humanos – indicou que o lugar da psicologia
na Educação não deve se restringir aos espaços escolares, devendo haver
um fortalecimento dos fundamentos teóricos que sustentam as práticas da
psicologia voltadas para os direitos humanos.
Educação e Saúde – apontou-se para a discussão sobre políticas públicas
de saúde e educação, intersetorialidade e interdisciplinaridade, devendo
ampliar as articulações dos profissionais de psicologia; além disso, indicou
que a formação dos psicólogos de vê considerar a ampliação dos referenciais
e instrumentos de diagnóstico, contemplando a diversas questões sociais
mobilizadoras na atualidade.
Ensino de psicologia – destacou a importância da ABEP em discutir a formação
do professor em diversos níveis e em conjunto com várias entidades, em
ações integradas, evitando uma série de ações isoladas ocorridas, que
trazem avanços, mas não criam espaços de discussão; destacou ainda o interesse
de integrar o ensino da psicologia em outros cursos.
As propostas de encaminhamento foram na direção de incentivar a discussão,
o aprofundamento das questões conceituais, a divulgação de práticas em
encontros e eventos, a realização de pesquisas, o compromisso com uma
formação que contemple as políticas públicas de educação e uma atuação
que considere a intersetorialidade das diversas áreas profissionais.
II Mostra Estadual de Práticas de Psicologia em Educação Ee IV Encontro
de Psicólogos da Área de Educação.
Data: 16 e 17 de março de 2007
Local: Sede do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo
Para a organização da II Mostra, foi composta uma comissão conforme indicação
feita por ocasião do Planejamento Estratégico ocorrido de 10 a 12 de novembro
de 2006. Sede (Coordenadora) Marilene Proença Rebello de Souza, Subsede
da Baixada Santista e Vale do Ribeira - Beatriz Belluzo Brando Cunha e
Zuleika de Fátima Vitoriano Olivan, Subsede de Bauru - Eni de Fátima Martins,
Subsede de Campinas - Maria Helena Mealhado Stroilli, Subsede de Ribeirão
Preto - Leandro Gabarra (representante efetivo) e Marluce Fagundes Carvalho,
Subsede de São José do Rio Preto - Luiz Tadeu Pessuto (representante efetivo)
e Maria José Medina da Rocha Berto (suplente)/Vera Lúcia Pavani Janjulio
(suplente), Subsede do Vale do Paraíba - Cilene de Aguiar Apolinário (representante
efetiva) e Ângela Fernandes Rodrigues Godoy (suplente), e mais os seguintes
psicólogos convidados: Dulcinéia Teixeira, Suzana Marcolino e Tatiana
Platzer do Amaral
Neste segundo evento, foram definidos três objetivos, dois deles – levantamento
de práticas atualmente realizadas por psicólogos no campo da educação
e discussões sobre a política educacional brasileira e paulista, visando
melhoria na atuação profissional na área – representaram um aprofundamento
do que se propôs na atividade do ano anterior. Contribuir com o VI Congresso
Nacional de Psicologia, que ocorreria no presente ano, somou-se às nossas
tarefas, com levantamento de proposições na área da psicologia educacional/
escolar na direção da participação efetiva da psicologia na transformação
da sociedade brasileira, ampliando a inserção social e a possibilidade
de formular respostas para as necessidades sociais urgentes do Brasil,
mais especialmente no campo da Educação.
Da mesma forma, foram expostos trabalhos organizados por eixos temáticos,
correspondentes aos grupos de discussão. Foi feita uma reorganização dos
eixos buscando atender às demandas verificadas no evento anterior e suprimindo
o eixo “Ensino de psicologia”, considerando que este ponto vem sendo tratado
pela ABEP – Associação Brasileira de Ensino de Psicologia.
Foram expostos 15 pôsteres de trabalhos, organizados nos seguintes eixos
temáticos – Psicologia e Educação Inclusiva, Psicologia em instituições
escolares voltadas para a infância, Psicologia em instituições escolares/educacionais
voltadas para jovens e adultos, Políticas públicas intersetoriais: Educação,
Saúde e Ação Social, e Psicologia, Educação e Direitos Humanos – com a
participação de colaboradores convidados para a relatoria, debate dos
grupos de discussão e construção de teses para o VI CNP, na área da Psicologia
e Educação. Tivemos 189 inscritos e 91 participantes.
Visando ampliar o tempo para o debate, realizamos apenas uma mesa redonda:
“Psicologia, Educação e Políticas Públicas: desafios na direção do compromisso
social”, com a participação das professoras Mitsuko Antunes e Marisa Melillo
Meira.
Neste segundo evento, tivemos dificuldades quanto à previsão de datas
– a plenária 1285 decidiu que a Mostra seria, ao invés de novembro de
2006, no início do ano de 2007 – ocorrendo em um momento pouco oportuno
para aqueles que trabalham com a educação, talvez justificando uma sensível
diminuição no número de participantes, provavelmente indicando a necessidade
de uma discussão quanto à periodicidade e a época mais propícia para nova
edição do Encontro.
Mesmo assim, os debates foram bastante ricos com formulação de teses na
área da Psicologia Escolar/Educacional encaminhadas para o VI Congresso
Nacional de Psicologia.
Foram construídas 24 teses, 18 no eixo II (diálogos para a construção
dos projetos coletivos da profissão), indicando diretrizes para o compromisso
social e alianças a serem feitas para garantir o projeto da profissão,
e 6 no eixo III ( intervenção dos psicólogos nos sistemas institucionais),
reiterando a necessidade de construção de referências para novas práticas
profissionais, visando maior inserção social do psicólogo na Educação
e nas políticas públicas, para assim contribuir com uma educação, cuja
finalidade social de apropriação de conhecimento e formação para a prática
da cidadania responsável, sejam garantidas.
Destacamos alguns encaminhamentos indicados no eixo II:
• Estabelecer parcerias com diversos movimentos sociais – desde o nível
municipal até o federal – tanto para defesa da educação quanto para trazer
o tema das práticas em psicologia escolar como contribuição da profissão
para a Educação.
• Fortalecer as práticas intersetoriais e multiprofissionais positivas,
com construção coletiva de modelos que permitam a integração de conhecimentos
e práticas, e organizando eventos que divulguem e discutam tais tendências.
• Interferir junto aos órgãos públicos estimulando programas que articulem
diferentes sistemas na promoção da formação continuada, oferecendo referenciais
para a construção de novos modelos de atuação que superem o clínico individual.
• Estabelecer parcerias com a ABEP visando trazer o tema das políticas
públicas – em especial as voltadas para a Educação – para o âmbito da
formação do psicólogo.
• Participar da discussão sobre a política pública para a educação, na
busca da democratização do sistema educacional brasileiro, especialmente
na área da educação inclusiva.
• Acompanhar os projetos de lei e emendas parlamentares que proponham
a inclusão do psicólogo em instituições educacionais para crianças, adolescentes
e jovens condizentes com uma visão educativa do trabalho do psicólogo
no campo da educação.
• Realizar levantamento e divulgar práticas em psicologia desenvolvidas
no campo da educação de crianças, adolescentes, jovens e adultos no sistema
formal e nãoformal.
• Articular-se com outras instituições da educação, buscando criar referências
para a prática profissional do psicólogo nas instituições educativas.
No eixo II – intervenção dos psicólogos nos sistemas institucionais, as
teses indicaram:
• A necessidade de contribuir para a melhoria da qualidade da escola pública
e privada e qualificar os psicólogos que atuam junto a políticas publicas
de formação de professor.
• A importância da construção de referências para a prática do psicólogo
no sistema educacional e nos serviços de saúde, proporcionando condições
aos profissionais para o desenvolvimento de uma leitura contextualizada
da produção da queixa escolar.
Avaliação:
O trabalho desenvolvido pelo GT Psicologia e Educação concentrou- se na
organização das II Mostras, que se revelaram especialmente produtivas
quanto às discussões de áreas ainda pouco exploradas na formação dos psicólogos,
e mesmo nas discussões sobre prática profissional, indicando a necessidade
de aprofundamento da categoria para a construção de novas referências.
Estas áreas indicam novos e necessários contratos da Psicologia com as
demandas sociais atuais, especialmente na atuação de psicólogos em Fóruns
e Conselhos de Educação e de defesa da criança e do adolescente, além
das práticas em psicologia da educação em contextos de saúde, cultura
e assistência social.
Neste sentido, consideramos que o GT de Psicologia da Educação deve ser
mantido, para que possam elaborar propostas para atender aos diversos
encaminhamentos propostos pelos grupos de discussão, bem como às teses
aprovadas pelo VI CNP.
A publicação de uma coletânea com as produções dos dois eventos, ação
proposta ainda não concretizada, deve ser prioridade para os trabalhos
do novo GT.
O grupo, além de uma composição bastante oscilante, teve dificuldade para
realizar reuniões presenciais. A maioria das reuniões foi telefônica,
com grandes problemas técnicos: corte das linhas, queda da comunicação.
Indicação de continuidade da ação: sim
A sugestão é de que ocorra continuidade na realização das Mostras Estaduais
de Práticas de Psicologia em Educação e Encontros de Psicólogos da Área
de Educação, com um estudo sobre qual seria a periodicidade ideal.
* Lembramos que no período desta gestão, também ocorreram diversos eventos
relacionados à área de psicologia e educação nas subsedes, além dos trabalhos
do Banco Social de Serviços em Psicologia, com o Projeto Intervenções
dos psicólogos nos processos educacionais.
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