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Título: "Quem Financia Baixaria é contra a Cidadania"
O Conselho Federal de Psicologia e os CRP's de todo o Brasil, assim como outras entidades da sociedade civil, participam da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania" impulsionada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Psicólogos ligados aos projetos do Banco Social de Serviços realizaram pareceres sobre o conteúdos da programação televisiva, contribuindo com um olhar técnico sobre os efeitos da mídia na sociedade. Como democratizar o acesso aos vários meios de comunicação, dar espaço na programação televisiva à pluraridade cultural brasileira, garantir que o telespectador seja tratado como cidadão e não apenas como consumidor são questões que se fazem presentes nessa discussão.
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Depois de mais de trinta anos, assistimos em 2003 a uma cerimônia em que um presidente eleito deu posse a outro, igualmente eleito. Nossa transição para a democracia tem realmente sido lenta e gradual. Por todo esse tempo vimos construindo instituições que sejam capazes de cumprir o maior desafio da democracia: o desafio da inclusão. É desta perspectiva que surge a reivindicação por um novo modelo de radiodifusão, e pela liberdade de expressão de todos, não apenas de alguns privilegiados concessionários (não donos!) de televisão.
Orlando Fantazzini
Está mais do que provado o poder de indução da TV às diferentes formas de comportamento infantil, positivas e negativas. Infelizmente estas últimas são predominantes, variando apenas o grau de periculosidade. Desde amarrar um avental às costas e pular de alguns degraus da escada, imitando um herói de desenho animado, até esfaquear a coleguinha como fez um menino em Brasília, reproduzindo imagens vistas na televisão, como ficou comprovado.
Laurindo Leal
A conclusão é óbvia: quem tem mais dinheiro, mais educação e mais autoproteção se vira com a TV a cabo; quem tem menos dinheiro, menos educação, menos acesso a informação (e, portanto, é mais vulnerável à baixaria) é jogado com o aval do Estado numa TV que, em vez de educar e construir, pode deseducar e destruir à vontade.
Eliane Catânhede
Destarte, para seus produtores, o papel do conteúdo da TV (este em que focamos para discutir sua regulação) é atrair a audiência, mas esta audiência não é pensada como espectador e muito menos cidadão, mas sim como consumidor. Este é um efeito que decorre da estrutura empresarial da TV no Brasil, e este ponto é pouco discutido quando se fala em controle da programação, mas aparece de outro lado, quando se fala em regulação, regulamentação, nas formas de distribuição das concessões, espaço para produção regional ou alternativa, e a questão da TV pública.
Heloisa Buarque de Almeida
Referências Bibliográficas:
Artigos
http://www.eticanatv.org.br/pagina.php?id_pag=12&idioma=0
(acessado em 03 out. 05)